A modernidade: uma nova (era) cultura axial?

A proposição de uma era axial, durando aproximadamente entre 800 e 200 a.C. e ocorrendo nas principais civilizações do mundo antigo (China, Índia e Oriente Próximo), independentes umas das outras, foi primeiramente introduzida por Alfred Weber e Karl Jaspers. Posteriormente ela foi desenvolvi...

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Main Author: Schluchter, Wolfgang (Author)
Format: Article (Journal)
Language:Portuguese
Published: 2017
In: Politica & sociedade
Year: 2017, Volume: 16, Issue: 36, Pages: 20-43
ISSN:1677-4140
DOI:10.5007/2175-7984
Online Access:Verlag, kostenfrei, Volltext: http://dx.doi.org/10.5007/2175-7984
Verlag, kostenfrei, Volltext: https://periodicos.ufsc.br/index.php/politica/article/view/2175-7984.2017163620
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Author Notes:Wolfgang Schluchter
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Summary:A proposição de uma era axial, durando aproximadamente entre 800 e 200 a.C. e ocorrendo nas principais civilizações do mundo antigo (China, Índia e Oriente Próximo), independentes umas das outras, foi primeiramente introduzida por Alfred Weber e Karl Jaspers. Posteriormente ela foi desenvolvida por Robert Bellah e Shmuel Eisenstadt, entre outros, e procurava entender desde o início se teria havido uma segunda era axial que nos conduziu à modernidade e, em caso afirmativo, se ela consiste em uma secularização das conquistas da primeira era axial. Neste artigo argumenta-se que a noção de segunda era axial é significativa, mas que a emergência da modernidade não pode ser explicada em termos de secularização das realizações da primeira era axial. Ao invés, institucionalizou-se um novo princípio axial que separa o mundo moderno do pré-moderno. Esse novo princípio é enunciado com referência a Hans Blumenberg, Charles Taylor e, sobretudo, Max Weber. A ênfase encontra-se na dialética do desencantamento e no lugar da religião em uma era secular.
Item Description:Gesehen am 24.10.2017
Physical Description:Online Resource
ISSN:1677-4140
DOI:10.5007/2175-7984